A single man


A single man (2009), dirigido por Tom Ford.

Sim, o estilista agora também dirige imagens em movimento… Antes de torcer o nariz, resolvi assistir, afinal, sempre vale a pena ver qualquer filme em que o elenco principal (Colin Firth e Julianne Moore) atue, além da obra ter recebido importantes prêmios e indicações.

No Brasil recebeu o infeliz título de Direito de amar (será que o nome foi inspirado em alguma novela do SBT?). Teria sido mais justo terem traduzido literalmente…

O filme baseado no livro de Christopher Isherwood (1904-1986), narra a vida do professor George (Colin Firth) meses após a morte de seu companheiro em um acidente, na década de 1960, em Los Angeles.

Passamos o dia com o personagem, e acompanhamos este recorte de sua vida, que vai sendo preenchido com flashbacks da convivência ao lado de seu companheiro. O personagem é um tanto melancólico, talvez por ainda estar abatido pela perda de seu companheiro, mas isso não o impede de aproveitar as novas oportunidades que a vida traz.

O filme obviamente tem uma belíssima estética plástica e nem preciso fazer comentários a respeito dos figurinos que são impecáveis…

Felizmente esse visual realizado pela direção de arte está de acordo com a narrativa, que não tem nada de ousada, sendo até bem quadradinha.

Mas a arquitetura da casa do personagem, as cores utilizadas em todos os cenários, móveis, objetos, a fotografia e o enquadramento destacam a composição visual do filme, que é super bem composta, nota-se que seu conceito foi  elaborado e executado com sucesso.



O longa me fez pensar na efemeridade da vida, no carpe diem com as pessoas que você ama e quer bem, porque num segundo tudo pode acabar, e não tem volta.

The End…

E há uma reviravolta no final que reforça esta ideia.


Que seja eterno enquanto dure, mas que haja intensidade e seja bem aproveitado.


Link para o site do filme aqui.


Trailer oficial:



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Uma resposta para “A single man

  1. Admito que tb torci o nariz, mas não tinha lido nenhuma crítica sobre o filme até então.
    Verei pela belíssima estética plástica, mas temo a abordagem da “efemeridade da vida” que sempre me faz quere reverter situações já esgotadas…

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