O realismo na arte

– Para que? – perguntou Tchekhov, irritado.

– Para o realismo – respondeu o ator.

– Realismo? – frisou Anton Pavlovitch com um risinho de escárnio, acrescentando em seguida:

O espetáculo é arte. Pegue um bom retrato, corte o nariz e substitua-o por um nariz verdadeiro: este será “real” mas o retrato estará arruinado […] O teatro naturalista nunca deixou de buscar a quarta parede […] Ele se fez prisioneiro das técnicas. Ele quis que no palco tudo fosse “como na vida” e acabou transformando-se numa loja de objetos de museu.


Retirado do livro O antitratado da cenografia – Variações sobre o mesmo tema, de Gianni Ratto

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