N I N E

Queria ter assistido ao filme no cinema, mas não consegui, só vi recentemente.

O filme é adaptação do livro de Arthur Kopit, dirigido por Rob Marshall (Chicago e Memórias de uma gueixa). Seus filmes tem localização em continentes diferentes (Itália, Estados Unidos e Japão). Com a exceção de Memórias de uma gueixa, os outros 2 filmes são musicais, o filme que se passa em Quioto não pode ser considerado 100% não musical, pois há diversas cenas de dança…

Marshall pode ser considerado um diretor um tanto exagerado na estética de seus filmes. Há uma certa grandiosidade nas produções, um toque de Broadway que o cineasta parece levar para as telas.

NINE é sobre um diretor italiano que está preparando um novo filme, faltando poucos dias para começar a filmagem. O problema é que ele passa por uma certa falta de ideias e inspirações, não conseguindo escrever o roteiro.

Enquanto acompanhamos sua ‘agonia’, conhecemos as mulheres de sua vida, seja na forma de flashback ou de histórias pararelas. Nestas cenas, o show é delas.

Por sinal, um belo elenco feminino faz parte da vida do personagem de Daniel Day Lewis: Sophia Loren é sua mãe, Nicole Kidman sua atriz principal e musa, Marion Cotillard faz sua esposa, Penélope Cruz sua amante, Kate Hudson é uma jornalista norte-americana, Fergie (da banda Black Eyed Peas) é uma prostituta de sua infância, e a divina Judy Dench interpreta a figurinista de seus filmes.

Tal qual em Memórias de uma gueixa, quase todo o filme é falado em inglês, tendo somente algumas palavras em italiano, o que causa certa estranheza em ambas as obras.

Como nas outras produções do diretor, a estética visual de Nine é maravilhosa (apesar de over em alguns momentos), a fotografia é belíssima e tem muito destaque.

O filme tenta recriar a época áurea dos estúdios Cinecitta, e de Fellini e seu 8 1/2, tarefa difícil para Marshall, que por mais inspirado que seja, não chega ao seu objetivo principal, dando a impressão de que ele se esforçou demais em copiar um estilo que está fora de seu alcance… Fica a homenagem de um diretor que tenta impôr sua ‘mão’ norte-americana, faltando muito do ‘calor’ latino.

Vale como obra visual, mas para conhecer melhor o estilo italiano de ser, melhor ir direto a fonte e assistir aos filmes de diretores made in Italy (o mesmo vale para a cultura japonesa)…

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