Haruo Ohara

Após comentário do chefe do departamento de Cinema sobre o curta Haruo Ohara, decidi assistir.

Conheci o trabalho do fotógrafo ‘amador’ nipo-brasileiro ano passado, quando suas fotos estavam expostas no Centro Cultural Fiesp (SP).

Haruo Ohara veio ao Brasil e tornou-se agricultor. Ao mesmo tempo desenvolveu um trabalho fotográfico, registrando o dia a dia dos imigrantes japoneses e suas famílias.

Ao final de sua vida, deixou um arquivo de 20 mil fotos, que hoje pertencem ao Instituto Moreira Salles, link aqui.

O curta metragem é maravilhoso! É ficcional, dramatiza algumas situações do personagem, e não possui uma narrativa cronológica. Mesmo assim conseguimos ser levados à época do fotógrafo e sua vida diária.

Palavras não precisam ser ditas para mostrar a dedicação de Ohara em relação à fotografia, e mesmo assim, somos tocados só de ver as imagens em movimento do curta (sim, me emocionei e chorei muito…).

O filme me fez refletir sobre o papel do artista, da arte, sua função principal, e sobre as inúmeras pessoas que não possuem uma educação voltada às artes, à simples apreciação do belo, enquanto que o que é devorado em massa é uma’arte’ descartável, não só em relação às artes visuais, mas também em relação à cinema, música… Mas enfim, este é outro assunto.

Assistam a este maravilhoso curta, que está disponível aqui.

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