127 hours

Sempre fui fã de carteirinha do diretor Danny Boyle, mesmo com seu escorregão em A praia (apesar das lindas e maravilhosas imagens, parece que ele se perdeu um tanto em toda aquela viagem cinematográfica)…

Adoro sua filmografia e estava super ansiosa para assistir 127 horas desde que li sobre a história.

Minhas expectativas estavam altas, e mais uma vez ele não decepcionou!!

SPOILER a seguir!

O filme começa com imagens de multidões, mostradas em janelas paralelas, do mundo contemporâneo frenético que conhecemos muito bem, para só minutos depois desviar a atenção e focar no personagem principal Aaron, cujo personagem existe e no qual a película foi baseada.

A obra tem um quê de filme de aventura, que não chega a durar muito tempo, pois grande parte da narrativa é sobre Aaron e seu desespero, agonia e sofrimento após seu braço ficar preso/ sustentar uma pedra, após o que deveria ser uma simples caminhada pelo Blue John Canyon.

Enquanto acompanhamos suas tentativas frustradas de resolver a situação, imagens de flashback são apresentadas, e aí então é que obtemos mais informações sobre sua família, passado, amores e até um flashfoward.

A sensação após o fim do filme é de termos passado todas as 127 horas ao seu lado, pois a câmera próxima não permite que tenhamos um certo distanciamento do que é mostrado, estamos cara a cara com o personagem e suas ações, pensamentos e sensações, cumprimos mais do que o ‘simples’ papel de espectador voyer.

O filme me trouxe uma grande inquietude, talvez pela questão de não controlarmos MESMO nossas vidas, de que tudo sofre as mais diversas interferências do universo, que mesmo o que consideramos ser o mais seguro (no caso do filme é a experiência do conhecimento do personagem no território que percorre), NUNCA é…

Mas que no final, (quase) tudo dá certo.

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2 Respostas para “127 hours

  1. E eu que jurava que 127 Horas era desenho animado?! rsrs
    Agora fiquei com muita vontade de assistir.

    Gosto disso: “(…) de que tudo sofre as mais diversas interferências do universo, que mesmo o que consideramos ser o mais seguro (no caso do filme é a experiência do conhecimento do personagem no território que percorre), NUNCA é…”. Isso me inquieta também.

    Verei !

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