Santiago do Chile! Quarto dia

Sabe quando você visita um lugar que é O lugar? Então, pra mim, em Valparaíso (cidade portuária), foi La Sebastiana, a segunda casa de Neruda. Claro que toda a cidade é um ‘achado’, a cada passo você vê locais, pessoas e situações fascinantes…

Mas até chegar na casa, que claro fica lááá em cima do morro (tem a parte baixa e a alta), foi um rolezinho. Desci na rodoviária vindo de Santiago (a viagem dura 1h30 mais ou menos), peguei mapa com um pessoal que vende passeios (todos os amigos indicaram recusar), e vi que lá perto tinham 3 ascensores (elevadores, funiculares), fui pra um (ascensor Barón) mesmo encarando uma subidinha, e ele estava em reforma, desci, andei, andei, subi de novo para ir ao ascensor chamado Espírito Santo, não encontrei e decidi então ir direto pra La Sebastiana.

Mas não à pé, pois mesmo tendo subido um ‘tantinho’, ainda estava no meio da subida, peguei um táxi que parou perto para deixar uns moradores (não curto pegar táxi fora do ponto) e seguimos. O cara foi bem gente boa e correto, logo que entrei ele ligou o taxímetro e fomos conversando, quando chegamos, ele imprimiu o valor e distância da corrida e me entregou. Tava com algo falando na minha cabeça pra agendar a volta com ele, mas teimosa, não o fiz…

Enfim, já na casa, só a localização  é mara, você consegue ver praticamente 180 graus da cidade. A arquitetura da casa é muito fofa. Lá também não pode fotografar. Logo na entrada recebe-se um mapa + um guia-telefone que vai falando de todos os cômodos da casa, explicando sobre a compra do imóvel, como foi feita a escada, qual a importância daquele objeto, como foi conseguido e etc…

A casa tem uma energia muito boa, dá vontade de ter participado da roda de amigos do poeta só para saber como foi na época enquanto ainda estava vivo e como era toda aquela atmosfera mágica…

Terminado a visita, saí de lá com a missão de pegar um funicular/ ascensor, afinal há vários na cidade, o taxista tinha dito que o Concepción estava funcionando.

Fiquei um tempinho esperando um táxi passar em frete La Sebastiana e nada (helloow, escutar intuição da próxima vez), falei com o segurança do lugar, que indicou pegar um ônibus. Andei até uma rua lá perto, peguei um  até a Plazuela San Luis, e fui descendo à pé até o ascensor Conception, que sim, estava funcionando! Yay!

A descida durou tipo 1 minuto, mas já estava valendo…=)

Essa parte baixa da cidade é mais tranquila, ao contrário da perto da rodoviária, que é uma muvuca meio 25 de março, além da arquitetura também ser bem mais bacana. Dei uma passadinha na praça Sotomayor.

Tomei um chocolate quente com churros por menos de R$ 8,00 numa sorveteria na praça mesmo e peguei o metrô para Viña del mar.

São algumas estações que o metrô faz pela via costeira, e cheguei na cidade mais perdida que cego em tiroteio… hahaha

Me informei com o segurança do metrô (mega simpático, foi até a porta do metrô pra me localizar). Fui então pra praia! Antes teve a parada obrigatória de passar pelo relógio das flores (que estava em… manutenção!).

Mais uns passos à frente estava o mar, oceano Pacífico. O trecho que fui é super curto, tinha até bastante gente, algumas crianças estavam dentro d’água, outras sentadas na areia, namorados namorando….

Molhei as mãos, voltei ao calçadão, e  fui sem destino pra esquerda, e pra minha sorte era a direção pro Castelo Wulff. Mas antes um cara estava numa pequena plataforma com um daqueles lixões, só que não era lixo, e sim peixe que ele estava dando para as gaivotas! Não sei se isso é ‘saúdavel’, mas achei a atitude dele bem bacana…

Bom, o castelo tem um mirante do lado, onde dá para ficar horas ali olhando o mar. O espaço do castelo mesmo é pequeno, tem algumas obras expostas no andar térreo, tem uma área que não é acessível, e reparei (foto abaixo) que o chão era de vidro e dava para ver as ondas batendo na estrutura do castelo!

Andei mais um pouco até um dos canais que cortam a cidade, já estava escurecendo, eu estava podre de cansada e resolvi voltar pra Santiago. Valeu o final de tarde com paisagem maravilhosa:

Como defende Mari Campos (aqui e aqui), e eu concordo, ambas as cidades merecem mais que 1 dia de visita bate volta, dá para ficar no mínimo 1 dia em cada uma delas e pernoitar para aproveitar melhor…

Mais fotos aqui.

Guia

 Ida: a rodoviária em Santiago fica no metrô Universidad de Santiago. Fui e voltei com a empresa Turbus, dá para comprar passagem na hora. Custa por volta de R$ 10,00/ trecho (no inverno, no verão é mais caro). Na volta, a rodoviária fica próxima à estação de metrô Viña del mar, e a  parada final em Santiago é na estação Pajaritos.

La Sebastiana: sugiro pegar um táxi desde lá de baixo (seja ele privativo ou coletivo).

Ônibus de La Sebastiana até Plazuela San Luis: 612. De lá é só seguir pra ‘baixo’, que cairá no ascensor Concepción (custa uns R$ 1,00/ trecho), ou bem perto.

Metrô que peguei para ir de Valparaíso para Viña del mar: Estación Baron (que fica praticamente em frente à saída do ascensor Concepción).

Dica: dá para ir de um canto ao outro de Valparaíso usando o metrô. Lá, diferente de Santiago, é obrigatório ter que comprar o cartão que custa por volta de R$ 4,00 (só o cartão) e carregar com no mínimo uns R$ 1,50. Infelizmente o cartão não pode ser usado em Santiago e vice-versa.

Uma dica de supermercado em Santiago é uma rede chamada Santa Isabel. Lá vende frutas, bebidas, comidas em geral por um preço bem bacana.

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