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Ainda retomando o fôlego depois de Ela, filme de Spike Jonze.

Mara, mara, mara!

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Um dos meus diretores favoritos, sempre fui fã e adoro seus filmes , mas nenhum outro me deixou tão tocada!

Conta a história de Theo, que trabalha em uma empresa que escreve cartas em formato manual (natural, já que é um hábito que estamos perdendo hoje em dia), e se passa no futuro (sem indicar o ano exato), mas com look de figurino e objetos um tanto retrô, apesar de algumas paisagens da cidade serem futurísticas.

Os relacionamentos e sentimentos das pessoas continuam os mesmos. Theo está separado há quase um ano, e está para assinar os papéis do divórcio. Sente-se solitário, até que adquire um um novo sistema operacional, cuja função é ‘comandar’ e organizar não só seu computador, mas sua vida, além de se adaptar ao dono e desenvolver-se, já que o mundo e sensações humanas lhe são totalmente novos. E a história avança até que ele acaba se apaixonando pelo S.O., ou melhor, pela S.O., já que a voz é de Scarlett Johanson.

Quando a questão do contato físico entre os dois surge como um dos obstáculos, até isso tentam resolver juntos, embora a solução não dê muito certo…

Assim que li a sinopse, lembrei muito de Air doll, dirigido por Hirokazu Kore-Eda, e A garota ideal, de Craig Gillespie. Ambos tratam de pessoas e relacionamento com bonecas infláveis.

O primeiro é uma fábula, já que a boneca acaba se tornando uma pessoa ‘real’, também atrás de sensações e de conhecer o funcionamento deste mundo. O outro foca no relacionamento de Ryan Gosling (ai ai) e uma boneca, que ele toma como sendo sua namorada e uma pessoa de verdade.

Ela nos faz refletir principalmente sobre as relações humanas, que nos dias de hoje muitas vezes se resumem a contato pelo telefone, email ou redes sociais, e que o filme acaba mostrando como sendo o normal no futuro. Hoje em dia me incomoda as pessoas ficarem o tempo todo conectadas, e na película todas elas andam na rua conversando com seus S.O., e acho que não estamos muito longe disso.

Mas no final das contas, após a ‘revolta das máquinas’, Spike mostra que ainda há esperança nos relacionamentos reais e cara-a-cara entre humanos, e isso é tudo que nos ‘resta’.

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