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Mochi

Adotei um gato!

Apresento o Mochi ❤

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Quando morei em Natal city, considerei muito ter um felino, mas como o ritmo de vida era mega corrido, e nas férias eu vinha pra SP, achava complicado deixar o bichinho um mês em hotel. E mais tarde descobri que eles não se adaptam bem às mudanças.

Em junho, decidi encarar o desafio!

Após muitas conversas com amigos gateiros, escolheria uma fêmea, pretinha (são os menos adotados) e bebê.

Um amigo adotou o dele na ONG Adote um gatinho. Eu tinha visto outras , mas como ele já conhecia e indicava, decidi por essa.

Você pode escolher o peludinho pelo site ou agendar para conhecer os que vivem lá. Fui na segunda opção e fiz uma visita para escolher (na verdade, ser escolhida) “a pequena”. Lá você faz um tour e conhece todos. Os filhotes e os “especiais” ficam separados dos adultos que ocupam a maior parte da casa. Vi um “adolescente” branquelo tomando sol, foi o primeiro que passei a mão. Depois ele foi nos seguindo. Você entra na ala dos filhotes por último, porque, óbvio, se encanta e quer levar todos rs.

Adorei vários, mas meu coração já tinha sido tomado pelo “Polvilho”. Depois de muito refletir, escolhi ele! Totalmente o oposto do que tinha em mente hahaha!

Dias depois ele foi trazido por uma voluntária, que verifica toda a casa e conversa bastante com você para saber se tem condições de deixar o pequeno ali.

O nome foi mudado para Mochi que significa bolinho de arroz, em japonês.

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Faz quase cinco meses que ele está em casa. E cada dia é uma descoberta da sua personalidade e preferências.

Ele, diferente da grande maioria do gatos, é  mega falante, conversa comigo, e também sozinho. E é um draguinha! Se deixar, come o dia todo. Talvez por ter passado muita fome, o instinto diz que, quando tiver comida, tem que garantir e se alimentar.

É um mega companheiro, trouxe muita alegria (e miados) pra casa.

E sim, levo-o para passear! Ele parece curtir muito. Engraçado que as pessoas olham com curiosidade, pois é mais normal ver cachorros, e não gatos, dando uns rolés.

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Foi todo um processo para acostumar com a coleira, primeiro ir em lugares fechados e com mais controle, até que agora ele acostumou caminhar e perseguir passarinhos no jardim/ parquinho do prédio. Sempre com a caixa transportadora, porque, ao sinal de qualquer perigo, ele tem (literalmente) para onde correr.

Tem gente que diz que gato não dá trabalho. De verdade (só posso falar por ele), o Mochi dá! Não é só dar comida e limpar a caixinha. Toda a sua rotina/ vida muda, a casa é adaptada para ele (arranhadores, bebedouro, nicho, prateleiras). Tem que comprar brinquedos (que ele não gosta/ brinca com todos), acessórios, visita ao veterinário, vacinas, antipulga e vermífugo e por aí vai, mas tudo isso compensa a presença dele na minha vida. Não dou, não troco e não vendo!

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Um resumo? Muito amor envolvido!

 

Ah, ele tem um Insta só dele > mochi_ig

 

 

 

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Passagem

Outro dia, minha mãe falou que a mãe da minha madrinha sempre comentava que eu tenho uns primos que são super primos, já que a minha mãe é irmã do pai deles, e o meu pai é irmão da mãe desses mesmos primos. Será que deu pra entender? rs

Tudo isso pra dizer que isso me fez pensar e lembrar dessa senhora.

Apesar de não termos contato direto, pois ela morava no interior de SP (infelizmente ela não está mais aqui), sempre que nos encontrávamos, ela sempre foi muito fofa e querida. Todas as vezes me tratou com carinho.

Sua gentileza, cordialidade, simpatia e sorriso, ficarão pra sempre na memória…

Onde quer que esteja, espero que esteja bem… ❤

Gira, gira, roda, roda…

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Depois de seis anos em Natal city, eis que retorno para SP.

Às vezes a vida te oferece outra trilha para percorrer. Então, sigamos avante!!

No valioso baú de memórias só guardei  e trouxe as boas experiências, histórias e pessoas…

 

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Redinha (RN)

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Logo que cheguei em Natal, isso no início de 2011, ouço o povo dizer: “Você precisa ir pra Redinha comer a original ‘ginga com tapioca'”.

Só que, nunca ninguém me levou! rs

Precisou eu estar com passagem comprada para voltar para SP de mala e cuia para os meus amigos finalmente me levarem para experimentar a iguaria.

Tapioca todo mundo conhece, ginga talvez não. Trata-se de um peixinho, primo da manjuba. E esse prato só é vendido na Redinha? Não, na praia geralmente passam vendedores oferecendo, mas todo mundo fala que não é igual à da Redinha.

Redinha é uma praia que fica na ZN de Natal, precisa-se passar pelo Forte dos Reis Magos (fiquei triste de não ter feito um último passeio lá) e atravessar a ponte nova. Do alto já dá pra ver a Redinha de um lado e o rio Potengi do outro.

Fomos num domingo. Acompanhei os amigos na missa (não sou católica praticante, mas adoro os rituais religiosos). A igreja é linda, toda de pedra, da década de 1950, acho. Quase em frente tem outra azul, mas parece que está fechada.

De lá, seguimos à pé para o famoso Mercado da Redinha. Lá dentro tem vários lugares que vendem o prato. Fomos no da Olga, que dizem ser o mais conhecido e gostoso.

A tapioca pode ser com ou sem leite de côco. Como gosto da massa mais molhadinha, pedi a primeira opção. Vem a tapioca com os peixinhos no meio, você tira o pauzinho que segura os peixes e manda ver!  Repeti de tão bom que tava (e esqueci de tirar fotos…)

Dica: Se quiser sossego, vá antes do almoço, porque depois fica muvucado.

Depois fomos caminhar no píer, que separa o rio do mar. Ô lugar massa! Dá pra passar o dia todo lá… Que lugar lindo… Uma vista mais fodástica do que a outra.

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Depois fomos para a praia que tava super vazia. No fundo da foto abaixo dá pra ver o píer.

Vidinha chata e sem futuro… #sqn

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Tese > Koreeda

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Foram quase quatro anos para a conclusão da tese.

Praticamente três anos lendo, assistindo e escrevendo sobre assuntos que tivessem relação (direta ou não) com o doutorado, que teve como tema o longa-metragem Seguindo em frente, do muso japonês Hirokazu Koreeda.

Tive dias felizes, e outros em que, por diversos motivos, pensei em desistir, achei que não daria conta. Loucura fazer doutorado e trabalhar, mas era o que tinha.

E ufa! Defendi o trabalho e fui aprovada  no dia 01/12/2016, uma quinta-feira ensolarada! Sim, oficialmente doutora.

Acho que até agora a ficha não caiu direito…

Fica a sensação de dever cumprido?

Em partes, porque a gente sempre quer e acha que poderia ter feito mais e melhor.

Mas fico com a sensação de dever cumprido para com o filme e o diretor. Fiz o meu melhor dentro das possibilidades e sempre com muito respeito por ambos, como se estivesse mesmo mexendo em “solo” sagrado.

Em breve pode ser que me despeça dos personagens e espaços cenográficos que permitiram que a pesquisa e o texto fossem desenvolvidos, e que tanto me ensinaram. Porém, de Koreeda não largo mais! rs

Tanta coisa ainda para explorar nos seus filmes…

 

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Decidir

Decidir

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é decidir.

Cora Coralina

Memórias & lembranças

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Nunca podemos recuperar totalmente o que foi esquecido.

E talvez seja bom assim.

O choque do resgate do passado seria tão destrutivo que, no exato momento, forçosamente deixaríamos de compreender nossa saudade.

Mas é por isso que a compreendemos, e tanto melhor, quanto mais profundo jaz
em nós o esquecido.

 

Walter Benjamin