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Tese > Koreeda

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Foram quase quatro anos para a conclusão da tese.

Praticamente três anos lendo, assistindo e escrevendo sobre assuntos que tivessem relação (direta ou não) com o doutorado, que teve como tema o longa-metragem Seguindo em frente, do muso japonês Hirokazu Koreeda.

Tive dias felizes, e outros em que, por diversos motivos, pensei em desistir, achei que não daria conta. Loucura fazer doutorado e trabalhar, mas era o que tinha.

E ufa! Defendi o trabalho e fui aprovada  no dia 01/12/2016, uma quinta-feira ensolarada! Sim, oficialmente doutora.

Acho que até agora a ficha não caiu direito…

Fica a sensação de dever cumprido?

Em partes, porque a gente sempre quer e acha que poderia ter feito mais e melhor.

Mas fico com a sensação de dever cumprido para com o filme e o diretor. Fiz o meu melhor dentro das possibilidades e sempre com muito respeito por ambos, como se estivesse mesmo mexendo em “solo” sagrado.

Em breve pode ser que me despeça dos personagens e espaços cenográficos que permitiram que a pesquisa e o texto fossem desenvolvidos, e que tanto me ensinaram. Porém, de Koreeda não largo mais! rs

Tanta coisa ainda para explorar nos seus filmes…

 

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Hotel Okura | Tóquio

Li a notícia da demolição do Hotel Okura, cuja arquitetura é representante da época da pós-guerra, e meu coração já ficou apertado.

Apesar de prometerem “reproduzir fielmente” o estilo original, sabemos que não será bem assim..

Por que esta necessidade de botar o local abaixo? Não seria suficiente fazer  restaurações, extensões? Necessidade estúpida de precisar “renovar” o tempo todo…

Este caso me lembra outro, que postei aqui anos atrás…

 

Memórias & lembranças

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Nunca podemos recuperar totalmente o que foi esquecido.

E talvez seja bom assim.

O choque do resgate do passado seria tão destrutivo que, no exato momento, forçosamente deixaríamos de compreender nossa saudade.

Mas é por isso que a compreendemos, e tanto melhor, quanto mais profundo jaz
em nós o esquecido.

 

Walter Benjamin

Hokusai

Se os céus me tivessem concedido pelo menos dez, cinco anos (de vida) mais, eu poderia ter me tornado um artista de verdade.”

Hokusai, pouco antes de falecer aos 89 anos de idade.

Ele é uma das maiores referências japonesas quando se trata de Artes Visuais (ocidentais ou orientais). Suas artes e de outros originaram o movimento Japonismo, em que artistas como van Gogh, Degas, Matisse, Gauguin e outros tiveram contato com as obras japonesas.

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Viajantes pegos por uma súbita brisa em Eijiri

 

E sem querer vi uma interessante releitura de uma das suas obras, que pertence à série “Trinta e seis vistas do monte Fuji”, realizada em 1993 por Jeff Wall.

A Sudden Gust of Wind (after Hokusai) 1993 by Jeff Wall born 1946

Uma repentina rajada de vento

 

 

 

 

eventos do conhecimento

As duas últimas semanas foram de participação em eventos acadêmicos.

Semana passada rolou o Intercom Regional, que aconteceu na UFPB. Participei de uma DT de Audiovisual. Foi ótimo ter conhecido as pesquisas de colegas de pós-graduação, apesar de certos sustos quanto à alguns pontos, que não vêm ao caso… rs

Hoje acabou o Encontro Internacional “Oriente-se: Ampliando fronteiras”, dedicado às artes orientais, que rolou na Unifesp e Pinacoteca.

Foi ótimo ter apresentado trabalho sobre Cinema (na linda Pinacoteca – yay!), e também ter tido contato com outros colegas engajados nos estudos de filmes orientais. Além das artes visuais, algumas mais tradicionais, outras mais contemporâneas.

Além do ‘bônus’ de ter reencontrado pessoas muito talentosas e queridas, e conhecido tantas outras! =)

Já estou com saudades!

Quanto mais a gente aprende, mais vê que não sabe nada, e quer correr atrás do prejuízo…

Ainda quero um dia pesquisar artes visuais japonesas, quem sabe no pós-doc… huahuahua

 

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Mirai chan > fofucha mor

Essa super hiper mega fofucha mor é Mirai-chan, japonesinha, que vive na cidade de Sado, na ilha de Honshū.

Ela ficou famosa quando o fotógrafo Kotori Kawashima, amigo de seu pai, começou a fotografar o dia a dia e as descobertas quando ela tinha um ano.

As imagens já participaram de uma exposição, viraram livro com direito à várias reedições; teve uma série especial da guriazinha em Paris; e um mangá também, de como seria ela no futuro.

Ai, tô mega apaixonada por Mirai-chan… ❤ ❤ ❤

Pequena de atitude, com essas bochechas vermelhinhas, e que apesar da pouca idade, tem uma força imensa no olhar! Vontade de apertá-la moooito! rs

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Ozu | Kurosawa

 

Ozu é considerado o mais japonês dos diretores; enquanto que Kurosawa é o mais ocidental dentre os cineastas japoneses.

Sobre estes ‘opostos’, Donald Richie diz que:

“Ozu cherished his self-imposed limitations; Kurosawa would not tolerate limitations. One might even arrange this tolerance of limitations on a kind of scale in which Ozu would represent the extreme right and Kurosawa the extreme left.”