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Tese > Koreeda

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Foram quase quatro anos para a conclusão da tese.

Praticamente três anos lendo, assistindo e escrevendo sobre assuntos que tivessem relação (direta ou não) com o doutorado, que teve como tema o longa-metragem Seguindo em frente, do muso japonês Hirokazu Koreeda.

Tive dias felizes, e outros em que, por diversos motivos, pensei em desistir, achei que não daria conta. Loucura fazer doutorado e trabalhar, mas era o que tinha.

E ufa! Defendi o trabalho e fui aprovada  no dia 01/12/2016, uma quinta-feira ensolarada! Sim, oficialmente doutora.

Acho que até agora a ficha não caiu direito…

Fica a sensação de dever cumprido?

Em partes, porque a gente sempre quer e acha que poderia ter feito mais e melhor.

Mas fico com a sensação de dever cumprido para com o filme e o diretor. Fiz o meu melhor dentro das possibilidades e sempre com muito respeito por ambos, como se estivesse mesmo mexendo em “solo” sagrado.

Em breve pode ser que me despeça dos personagens e espaços cenográficos que permitiram que a pesquisa e o texto fossem desenvolvidos, e que tanto me ensinaram. Porém, de Koreeda não largo mais! rs

Tanta coisa ainda para explorar nos seus filmes…

 

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Carol

Em meio à folia do carnaval (sqn), assisti Carol ontem à noite.

Confesso que estava esperando filmaço, tinha lido vááárias ótimas críticas, mas mesmo assim, nossa, conseguiu superar qualquer expectativa.

Filme dirigido por Todd Haynes, baseado no livro “The Price of Salt” de Patricia Highsmith (sou fã, ainda não li este trabalho).

A película trata, na década de 50 em Nova York, do encontro e desenvolvimento da relação entre Carol Aird (Cate Blanchett – sempre diva) e  Therese Belivet (Rooney Mara), ambas mara, mara, mara. E mostra o amor entre duas pessoas.

Além de direção e atuações fodásticas, direção de arte e fotografia também são impecáveis.

É o tipo de obra que você não quer que acabe, sabe?

Atenção: exemplo de filme pra ver na telona!

 

Fortaleza | Socine

Fui pra Fortaleza para participar da Socine, congresso de cinema, apresentar um trabalho recorte da tese.

Primeira vez no evento e na cidade.
Muitas apresentações e discussões massa! Muita coisa pra ver ao mesmo tempo…
Reencontro com conhecidos e novos conhecidos. 🙂

A cidade é grande! Trânsito que não tá muito longe do de SP city.

Finalmente conheci o Centro Cultural Dragão do Mar! Lugar liiindo! Vale muito a visita, passar pelo menos uma tarde.

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Em volta tem vááários bares e restaurantes, mas que só abrem à noite.

Bem em frente tem unidade da Caixa Cultural, que fica num prédio histórico, mas achei a programação em cartaz um pouco fraca… Só tinha uma exposição rolando…

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Dicas, segundo minha experiência:

– Da próxima vez procurarei ficar no bairro Meirelles (desta vez a pousada foi em Iracema, à noite [e de dia também] o lugar ficava meio sinistro). Lá tem mais opções de bares à beira mar, restaurantes, infra estrutura para turista e feirinha à noite;

– Não consegui ir pras praias 😦
Na cidade tem a Praia do Futuro. Iracema e Meirelles parecem estar impróprias pro banho. Perto de Fortal tem Canoa Quebrada e Jericoacoara;

– Taxistas: nas outras viagens nunca fiquei com a impressão de ter sido enganada, mas nesta acho que fui… Como fui e voltei do Congresso de táxi, em horários aproximados, deu pra sentir que os caras faziam caminhos diferentes, e que uns pegavam umas ruas com trânsito de propósito. O ideal é usar o Waze ou outro aplicativo e ir monitorando…

Taxista de confiança: Helder > (85) 8784-9810

Super de responsa! Pode ser contactado pelo Whats! 😉

– Preços: mesmo indo em bares e restaurantes nos locais turísticos, fiquei com a impressão de que estava mais barato do que Natal;

– No final (ou início) da av. Monsenhor Tabosa, tem uma parte, tipo calçadão, com várias lojas de roupas e sapatos, não é pop, mas achei mais em conta que Natal city. Tem um café simples e muito simpático: À Sinhazinha. Vale uma parada para almoçar ou tomar um café;

– Consegui passagem aérea (Natal/Fortaleza/Natal) mais barata que a terrestre. Leva uns 40 min., enquanto que by bus são 8 horas, e passagem 1 trecho, custa por volta de R$100,00. Dá pra encarar, mas só o tempo que você economiza indo de avião, mesmo que de Natal, agora que o aeroporto tá longinho, já compensa…

Só uma aspas: pra quem tá chegando em Natal ou precisa ir para o aeroporto, estou usando os serviços da Natal Vans (eles levam e buscam na residência [R$ 45,00] ou hotel [R$ 35,00]). Antes eles operavam só em alguns horários, mas agora ampliaram. Minha única ressalva é o horário de manhã, a 1a van sai por volta das 9hs. e chega no aeroporto umas 10:30, super em cima para quem pega o voo das 11 e pouco…

Fortal, voltarei em breve pra conhecer o que não deu tempo… 🏄 ✈️

ô lá em casa

ok, suuuper atrasado, mas sempre ótimo assistir o trio delicinha dançando…

colírio…

 

 

eventos do conhecimento

As duas últimas semanas foram de participação em eventos acadêmicos.

Semana passada rolou o Intercom Regional, que aconteceu na UFPB. Participei de uma DT de Audiovisual. Foi ótimo ter conhecido as pesquisas de colegas de pós-graduação, apesar de certos sustos quanto à alguns pontos, que não vêm ao caso… rs

Hoje acabou o Encontro Internacional “Oriente-se: Ampliando fronteiras”, dedicado às artes orientais, que rolou na Unifesp e Pinacoteca.

Foi ótimo ter apresentado trabalho sobre Cinema (na linda Pinacoteca – yay!), e também ter tido contato com outros colegas engajados nos estudos de filmes orientais. Além das artes visuais, algumas mais tradicionais, outras mais contemporâneas.

Além do ‘bônus’ de ter reencontrado pessoas muito talentosas e queridas, e conhecido tantas outras! =)

Já estou com saudades!

Quanto mais a gente aprende, mais vê que não sabe nada, e quer correr atrás do prejuízo…

Ainda quero um dia pesquisar artes visuais japonesas, quem sabe no pós-doc… huahuahua

 

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Ainda retomando o fôlego depois de Ela, filme de Spike Jonze.

Mara, mara, mara!

Her-Best-Film

Um dos meus diretores favoritos, sempre fui fã e adoro seus filmes , mas nenhum outro me deixou tão tocada!

Conta a história de Theo, que trabalha em uma empresa que escreve cartas em formato manual (natural, já que é um hábito que estamos perdendo hoje em dia), e se passa no futuro (sem indicar o ano exato), mas com look de figurino e objetos um tanto retrô, apesar de algumas paisagens da cidade serem futurísticas.

Os relacionamentos e sentimentos das pessoas continuam os mesmos. Theo está separado há quase um ano, e está para assinar os papéis do divórcio. Sente-se solitário, até que adquire um um novo sistema operacional, cuja função é ‘comandar’ e organizar não só seu computador, mas sua vida, além de se adaptar ao dono e desenvolver-se, já que o mundo e sensações humanas lhe são totalmente novos. E a história avança até que ele acaba se apaixonando pelo S.O., ou melhor, pela S.O., já que a voz é de Scarlett Johanson.

Quando a questão do contato físico entre os dois surge como um dos obstáculos, até isso tentam resolver juntos, embora a solução não dê muito certo…

Assim que li a sinopse, lembrei muito de Air doll, dirigido por Hirokazu Kore-Eda, e A garota ideal, de Craig Gillespie. Ambos tratam de pessoas e relacionamento com bonecas infláveis.

O primeiro é uma fábula, já que a boneca acaba se tornando uma pessoa ‘real’, também atrás de sensações e de conhecer o funcionamento deste mundo. O outro foca no relacionamento de Ryan Gosling (ai ai) e uma boneca, que ele toma como sendo sua namorada e uma pessoa de verdade.

Ela nos faz refletir principalmente sobre as relações humanas, que nos dias de hoje muitas vezes se resumem a contato pelo telefone, email ou redes sociais, e que o filme acaba mostrando como sendo o normal no futuro. Hoje em dia me incomoda as pessoas ficarem o tempo todo conectadas, e na película todas elas andam na rua conversando com seus S.O., e acho que não estamos muito longe disso.

Mas no final das contas, após a ‘revolta das máquinas’, Spike mostra que ainda há esperança nos relacionamentos reais e cara-a-cara entre humanos, e isso é tudo que nos ‘resta’.

Ozu | Kurosawa

 

Ozu é considerado o mais japonês dos diretores; enquanto que Kurosawa é o mais ocidental dentre os cineastas japoneses.

Sobre estes ‘opostos’, Donald Richie diz que:

“Ozu cherished his self-imposed limitations; Kurosawa would not tolerate limitations. One might even arrange this tolerance of limitations on a kind of scale in which Ozu would represent the extreme right and Kurosawa the extreme left.”