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Chile | Patagônia | Puerto Varas

Meu interesse por lugares distantes e inóspitos têm aumentado, e permanecem como os preferidos para pegar estrada.

E nesse mês rolou a terceira viagem ao Chile.

A primeira foi para a capital (2012). Depois visitei o deserto, ao norte (2015).

Anos atrás conheci a mara Patagônia argentina, faltava ir ao lado chileno. E esse foi o destino para começar 2018. Chegou a hora de desbravar o extremo sul do outro hermano.

Duas cidades foram escolhidas para servir de base para os passeios: Puerto Varas e Puerto Natales.

 

Dia 01. Puerto Varas

A chegada foi no aeroporto na cidade de Puerto Montt. Tomei um táxi até Puerto Varas. É perto, cerca de 30 minutos. A ideia era ir de van (transfer), mas como demorei para sair da área de desembarque (extravio da mala), a única opção foi ir de táxi (30usd/ o trajeto).

Após o check in no hostel, fiz câmbio na Afex (o valor era o mesmo nos outros dois lugares pesquisados) e fechar os passeios. A agência Turistour foi a que passou mais confiança. Após informar o número de dias na cidade e os passeios pretendidos, eles verificaram a meteorologia para fazer o melhor roteiro. E funcionou!

Puerto Natales é pequena e super simpática. Difícil não reparar na arquitetura e identificar certos traços da influência alemã. A estrutura das casas parece escamas de peixe.

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Grande parte do comércio, restaurantes, agências passeios e de câmbio estão em volta ou próximas à pracinha central.

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Dia 02. Chiloé e Pinguinera/ Parque Philippi

Ir a Chiloé e ver os pinguins era o passeio agendado, mas não consegui fazer por conta de problema de saúde.

A minha amiga que fez, gostou, mas disse que a Pinguinera dura uns 30 minutos, e que o passeio só por Chiloé deve ser mais interessante.

Depois do almoço, decidi seguir à  esquerda pela beira do lago Llanquihue, onde está a escultura da figura feminina saudando o mar. Toda a história é contada nos mosaicos que circulam a arte.

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Depois parti para o Parque Philippi (entrada gratuita).

É uma subida tranquila de uns 15 minutos com uma vista bem massa do lago. Muita gente vai de carro, mas é sussa ir à pé.

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Dia 03. Vulcão Osorno

De manhã caminhei para o outro lado do lago, à direita. Passei em frente ao Museo Pablo Fierro, mas não entrei.

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Depois de sol, o céu desabou e decidi voltar ao centro. Almocei, e me dirigi até à agência para a saída do passeio.

Em Puerto Varas, há dois vulcões conhecidos: Osorno (adormecido), frequentemente comparado ao formato do Monte Fuji, e Calbuco (em atividade). No caminho para Osorno, passamos também pelo segundo.

Osorno, que visão e passeio super mara!

Há a opção de ficar onde os meios de transporte estacionam (que tem uma vista bem interessante), ou, pegar o teleférico (pago) e subir um ou dois níveis, dependendo das condições climáticas. Esse dia estava meio nublado, deu pra ir até a primeira estação, a segunda estava fechada, infelizmente.

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Após chegar lá, há várias opções de trilhas. Fui em direção ao começo da base de gelo. Algumas pessoas subiam e desciam rolando ou fazendo skybunda.

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Aproveite bem o tempo, pois ele passa rápido. Ali há momentos de visibilidade e outros sem, a paisagem muda em questão de minutos. Se for friorento, vá bem agasalhado.

O grupo decidiu ficar 1:30 no vulcão, e na volta fazer uma parada num mirador e cratera. De boa? Não foi nada demais. A cratera é minúscula.

 

Dia 04. Frutillar

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Durante a pesquisa para a viagem à Patagônia, só de ver as fotos da cidade, já bateu uma vontade enorme de conhecer. E é um lugar fofo mesmo.

A cidade fica a 30 minutos de ônibus (2.400 pesos chilenos/ trecho) de Puerto Varas.

As agências fazem o passeio, mas fui por conta. Bem melhor, pois além de economizar, anda-se de transporte público (bom pra fazer o que os nativos fazem), e fica o tempo que quiser nos pontos turísticos, e Frutillar pede para desacelerar.

Para chegar lá, deve-se, em Puerto Varas, pegar o ônibus (que passa por boa parte da cidade) com a placa “Frutillar bajo”, e descer perto do Teatro, no beira-lago. Para voltar, pegue o ônibus numa travessa perto do ponto onde desceu. Atenção: a última viagem para voltar é às 20h30.

Essa cidade também é pequena, pelo menos a parte turística (não percorri a parte alta).

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Depois de caminhar pela orla, que tem o mirante mara, lojas e restaurantes, fui até o Museu Colonial Alemão, que mantém a arquitetura, interior de casas e oficinas, todas originais.

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É uma grata viagem ao tempo!

Pensei que fosse só umas duas casas, mas são vários espaços com paisagens estonteantes, e um jardim mais lindo que o outro. Atração imperdível, vai por mim (como diz Ricardo Freire).

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Em Frutillar, o tempo parou, e você entra também nesse clima. Anda com calma, para para admirar a vista, entra no lago se tiver coragem (alguns guris estavam se divertindo!), e come a famosa, típica e deliciosa torta kuchen, que pode ser encontrada em vários restaurantes em Puerto Varas, mas dizem que a original é feita em Frutillar…

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Kuchen – nham!

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Teatro del Lago

 

Dia 05. Saltos de Petrohué, Passeio de barco pelo Lago de Todos os Santos (ou Esmeralda) e Peulla

Antes de pegar o catamarã para navegar pelo lago, teve pit stop em Saltos de Petrohué, que pode ser considerada uma versão mini das Cataratas do Iguaçu.

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Você vai caminhando pela trilha e vendo os vários trechos das quedas e correntezas.

E o azul? Ah, esse tom de água nunca antes visto na minha vida…

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É um passeio super rápido, a trilha é bem curtinha. Tanto que a gente tem 30 minutos para retornar ao ônibus pra prosseguir.

Podiam deixar a gente ficar mais tempo! Ah, esses tours cronometrados, me tiram do sério rs.

*

Amo o mar, então qualquer passeio de “barquinho” tá valendo e me deixa mega feliz! =)

Esse foi mega sussa, e eu esperando frio e que fosse me molhar como acontece na Argentina, mas não foi nada disso… rs

O trajeto é lindo. Piegas dizer, mas, realmente, é o azul mais turquesa que já vi na vida. Não há Pantone que chegue perto pra fazer cosquinha. Dá uma vontade de pular, mas me segurei… Você vai o trajeto todinho dividindo a atenção entre a água e os topos nevados dos montes.

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Peulla é uma ilha com 200 habitantes. Sim, duzentos (informação atualizada em 2018).

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Tem opção para fazer safári, voar de helicóptero (quase fiz, mas o valor é alto demais, por volta de R$ 1.000,00 por 30 minutos -, saudades da Argentina e do voo baratinho que fiz em Ushuaia), tirolesa com 10 níveis, ou não fazer nada durante as quatro horas disponíveis. A última foi a opção escolhida.

Assim que cheguei, peguei a trilha (tranquila) de uns 20 minutos para chegar ao “centro” da ilha.

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Logo que o caminho termina, você encontra uma casinha escura do lado direito, é um quiosque que serve pizza e sanduíche de salmão defumado (ambos mara), e sucos industrializados que não vi nas cidades =(

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Sim, estava bem bom!

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Dos quatro sabores, experimentei dois. Todos aprovados!

Ao lado tem um hotel desativado onde ficam os banheiros. Uma pena ver o predião abandonado.

Andando um pouco mais à frente, tem o hotel em funcionamento, e o restaurante, caso queira fazer um almoço com mais requinte. Algumas pessoas se hospedam lá (eu, com certeza, da próxima vez) para pernoitar, ou indo/ voltando de Bariloche (Argentina).

Todo o percurso é circundado por água e com vista para o Osorno (ele de novo).

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Evite roupas e mochilas na cor preta, na ilha tem o tábano, um bicho preto enorme, que te persegue e morde. Cuidado!

No verão, pode usar roupas leves no passeio se a previsão for boa. Não precisa se “empaturrar” com camadas de casacos.

Estava bem quente e não têm muitos lugares na sombra, quero dizer, até tem uns bancos, mas estavam molhados porque choveu na noite anterior, então você cansa mais rápido e só quer saber de se esconder embaixo de alguma árvore.

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Dia 06. Rolezinho partida de Puerto Varas | Voo para Puerto Natales

De manhã dei a última passeada pelas ruas do “lado de cima” da cidade.

Depois, check out (com dorzinha no coração) e partiu aeroporto.

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A ideia era almoçar no mercado/ palafitos em Puerto Montt, mas como leva 30 minutos para chegar lá de bus, fiquei com medo de não dar tempo, e permaneci no aeroporto até o horário do voo para Punta Arenas.

 

(continua no próximo post 😉 )

 

 

 

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Foz do Iguaçu (PR)

Quem ainda não foi, deve colocar Foz do Iguaçu como destino na lista de futuras viagens. Eu, sem vergonha, sempre ia adiando. Mas, se soubesse a maravilha que é, não teria adiado tanto.

Foram três dias de passeios:

1) Puerto Iguazu (AR)

Esta é a cidade argentina que faz fronteira com Foz do Iguaçu.

Para chegar lá, fui de ônibus municipal (R$ 3,45) até o Terminal. De lá, você deve sair e virar a primeira esquerda, ande um pouco e logo verá um ponto de ônibus com identificação de que o ônibus internacional (R$ 4,00) passa. Tanto os ônibus municipais quanto o internacional, aceitam reais ou pesos.

A “viagem” leva em torno de 30 minutos para passar ao lado argentino. Não esqueça de levar RG (emissão com no máximo dez anos) ou Passaporte, pois terá de passar pelo posto de imigração.

Desci no centro e já fui tomar um Freddo para matar as saudades.

O miolo da cidade não é muito grande, tem vários restaurantes e lojas.

Almocei no A Piacere, pedi um prato executivo, não foi nada demais…

Como estava um chove e para, chove e para; peguei um táxi para ir até “Hito Tres fronteiras”, “cruzamento” entre os rios Paraná e Iguaçu, e que marca a fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

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O lugar é mágico demais, merece uma visita.

Cada vez mais amo a América Latina (pra mim é fácil, já que sou meio esquizofrênica em relação à nacionalidade… rs), e fico impressionada com o tanto de cultura, tradições e costumes que precisamos conhecer dos países vizinhos… É muita riqueza, e sempre fico emocionada pela oportunidade de ser uma latino americana e ter a chance de conhecer esses lugares.

Fui andando pela Costenera até o Porto, que tem opção de passeio de balsa, mas como ficaria tarde para voltar para Foz, não fui =(

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Voltei caminhando para o centro (tem duas subidas encaráveis no meio do caminho), fiz uma parada para matar a sede, e hora de pegar o ônibus para voltar. Atenção que o último para Foz passa às 19h00 num ponto perto da loja Freddo.

Lá não precisa gastar o portuñol, todo mundo fala português, além de serem mega gentis e prestativos (o pessoal de Foz também!), fiquei impressionada. Sempre ótimo ter essa recepção de acolhimento.

 

2) Cataratas do Iguaçu

Nesse dia, choveu o dia todo. Fiquei na dúvida se arriscava passear ou dormia. Para não perder um dia de bateção de perna, fui mesmo assim. Peguei o guarda-chuva, comprei uma capa de chuva e encarei.

Fui de novo até o Terminal, e de lá peguei o ônibus “102” (ele também passa pelo aeroporto, mas não é adaptado para quem carrega malas, portanto, se estiver com muitas, não indico) e desci em frente à entrada da bilheteria das Cataratas. Comprei o ticket (R$ 38,00), peguei o bus que circula lá dentro. Ele faz algumas paradas nas atrações pagas que ficam dentro do “parque”, e desci onde começam as cataratas.

O bom de ter ido num dia em que São Pedro não ajudou, foi que não tinha muita gente. Claro que tinha outros “doidos”, mas foi bem tranquilo ver as cataratas e fotografar.

Logo vi algumas e pensei comigo: “Nossa, será que é só isso?”. Não, o melhor fica pro final… rs

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Esse é só o aperitivo.

As primeiras já impressionam, tiram o fôlego, mas não é aquele “uau!”.

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Daí você vai caminhando por uma trilha de 1,5 km. É bem tranquilo, apesar de algumas subidinhas e descidas, intercaladas com paradas nos mirantes. Conforme vai avançando, começa a escutar barulho mais forte de água e vê uma névoa. Pronto, chegou no ponto alto do passeio.

Há uma mega queda d’água, que você enxerga de perto ao atravessar uma passarela. Impossível não se molhar. Não resisti e fiquei lá um tempão levando água gelada na cara, no corpo e na alma.

No final da travessia, fica a “Garganta do Diabo”. Uma das imagens mais fodásticas que vi na vida. Fiquei lá um tempão hipnotizada por aquela paisagem. Você entra num momento meditativo, não passa nada pela sua cabeça, somente a emoção de estar vendo essa maravilha.

Nem sei descrever a sensação de força e poder que ela tem. Eu que já sou pouco “peixinha”, fiquei muito tentada a pular naquela imensidão sem fim de água.

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Dá até um aperto no coração de deixar esse lugar tão fantástico. Super obrigatório ir pelo menos uma vez na vida.

Voltando pela passarela, fui em direção à lanchonete/ elevador panorâmico (para os que estão com crianças e/ ou possuem limitações físicas, indico descer nesta parada em vez da anterior, pois consegue ir direto às melhores vistas) que dá acesso a lugares bem perto da catarata. Essa é a vista:

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A praça de alimentação que fica ao lado do local para pegar o ônibus para retornar é melhor da que fica perto da queda d’água. Nessa praça tem opção de lanches, salgados e um restaurante com valor fechado e consume o quanto quiser.

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Vista da praça de alimentação. “Começo” da queda d’água

Caso queira visitar o lado argentino (que dizem ser mais bonito do que o nosso), como não tem como ir pelo parque, pode pegar o ônibus internacional que passa em frente à entrada das Cataratas, descer na rodoviária de Puerto Iguazú, e pegar o bus até as Cataratas argentinas.

 

3) Itaipu e Templo Budista

Logo de manhã fui de bus (não lembro o número) Continuar lendo

São Miguel do Gostooooso (R

Mesmo antes de morar em Natal (RN), ouvia falar (muito bem) de um vilarejo de pescadores chamado São Miguel do Gostoso, localizado no litoral norte do estado.

Mês passado consegui finalmente conhecer o local.

Sabe lugar que parece cenográfico de tão lindo e que o tempo parou? É lá!

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Para chegar na cidade, fui de bus da Expresso Cabral. Comprei a passagem na rodoviária de Natal antes de embarcar. Dá para comprar ida e volta (passagem fica em aberto). Há dois tipos de trajetos, um mais rápido e outro mais longo, depende do horário, pois pode ser pinga-pinga. O ônibus é antigo, não tem cinto de segurança, mas chega… rs

Fiquei hospedada na Pousada Área Talismã, uma graça!
Quem toma conta é a simpatia Lili.

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Foi tudo perfeito!!

É só atravessar a rua, pegar uma trilhazinha, ou qualquer outra travessa da rua principal, e já chega na praia. Paraíso!

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Lá, vi o por do sol tão mara quanto o de Atacama… Muito lindo e surreal.

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Não explorei as outras praias, pois queria ficar “de boas”, mas da próxima vez, darei um rolé pelas vizinhanças.

Redinha (RN)

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Logo que cheguei em Natal, isso no início de 2011, ouço o povo dizer: “Você precisa ir pra Redinha comer a original ‘ginga com tapioca'”.

Só que, nunca ninguém me levou! rs

Precisou eu estar com passagem comprada para voltar para SP de mala e cuia para os meus amigos finalmente me levarem para experimentar a iguaria.

Tapioca todo mundo conhece, ginga talvez não. Trata-se de um peixinho, primo da manjuba. E esse prato só é vendido na Redinha? Não, na praia geralmente passam vendedores oferecendo, mas todo mundo fala que não é igual à da Redinha.

Redinha é uma praia que fica na ZN de Natal, precisa-se passar pelo Forte dos Reis Magos (fiquei triste de não ter feito um último passeio lá) e atravessar a ponte nova. Do alto já dá pra ver a Redinha de um lado e o rio Potengi do outro.

Fomos num domingo. Acompanhei os amigos na missa (não sou católica praticante, mas adoro os rituais religiosos). A igreja é linda, toda de pedra, da década de 1950, acho. Quase em frente tem outra azul, mas parece que está fechada.

De lá, seguimos à pé para o famoso Mercado da Redinha. Lá dentro tem vários lugares que vendem o prato. Fomos no da Olga, que dizem ser o mais conhecido e gostoso.

A tapioca pode ser com ou sem leite de côco. Como gosto da massa mais molhadinha, pedi a primeira opção. Vem a tapioca com os peixinhos no meio, você tira o pauzinho que segura os peixes e manda ver!  Repeti de tão bom que tava (e esqueci de tirar fotos…)

Dica: Se quiser sossego, vá antes do almoço, porque depois fica muvucado.

Depois fomos caminhar no píer, que separa o rio do mar. Ô lugar massa! Dá pra passar o dia todo lá… Que lugar lindo… Uma vista mais fodástica do que a outra.

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Depois fomos para a praia que tava super vazia. No fundo da foto abaixo dá pra ver o píer.

Vidinha chata e sem futuro… #sqn

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San Pedro de Atacama – Dia 7

Aaah, esqueci deste último post… =(

Antes tarde do que  nunca =)

Dia 7 Deixei Salar de Tara pro final, de tanto que li que era o melhor, devido à altitude, etc. e tal. Lógico que é lindo, mas não tirou minha preferência pelos Valles do passeio anterior :p Talvez pelo guia não ter sido Eduardo ou Gustavo, ou principalmente pelo fato de ter ficado com dor de cabeça, não sei se foi o soroche (afinal este é o passeio em que se chega mais alto, são 4.800 m), se foi a mudança brusca das temperaturas (quente dentro da van e frio fora), cansaço…

Enfim, não curti tanto, claro que ver aquelas ‘construções’ arquitetônicas rochosas tira o fôlego de qualquer um, é arrebatador, mas não ganhou meu ❤…

A primeira parada foi no Mirante Quepiaco com vários flamingos (aprendi que no Atacama existem 3 tipos… Só não lembro os nomes… rs), onde tomamos café da manhã (o que constava no programa era almoço…) com o visual fodástico.

_DSC0771 _DSC0776 No Salar propriamente dito, que é enorme, há algumas paradas, a van percorre vários km numa vibe rally do deserto… Um dos stop’s é o lugar e o momento pra aproveitar e fazer pipi atrás de alguma pedra… Pois não há nenhum baño durante todo o passeio…

_DSC0801 _DSC0806 O grupo foi fazer um hikking, preferi não ir e aproveitar para fotografar ao redor com calma. O motora me deixou numa trilhazinha em que fui descendo à pé e capturando imagens. Aí sim pude fazer tudo com calma, deu para aproveitar e curtir o lugar…

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Tour astronômico

Ele não acontece todas as noites, pois quando é lua cheia, a claridade impede de se ter uma boa visualização do céu.

Logo que cheguei no Atacama, na porta da agência Space estava escrito que os passeios só aconteceriam depois do dia 6/1. Até que na última noite da viagem, o pessoal do hostel conseguiu finalmente agendar o passeio.

No dia seguinte, enquanto esperava o transfer para o aeroporto, conversei com o dono do hostel e contei que não tinha curtido tanto o passeio, e foi então que descobri que existem vários para o mesmo objetivo!! Por isso minha expectativa em relação ao que amigos contaram e li em alguns sites, não foi o que eu esperava… 😦

O que estava contando era com o tour que um francês oferece, em que, num lugar fechado ele explica alguns assuntos; e em seguida, em local aberto, há alguns telescópios para as pessoas verem o que ele tinha dito.

No que eu fui, tinha o professor e sua assistente. Entramos num espaço tipo um iglu sem o teto, e a guria procurava as estrelas e constelações melhores posicionadas, apontava o equipamento e íamos um a um ver. Achei que faltou uma apresentação do local, dele e etc… Claro que ele deu as explicações sobre o que víamos, mas como estava esperando algo diferente…

No final há um lanche com comidinhas, café, chá e pisco. Este também é o momento para tirar fotos.

A partir de dezembro deste ano, o projeto AMA oferecerá excursões também, não será como estes astronômicos, mas para conhecer a infra estrutura do local, como os telescópios que emitem sinais para o espaço e afins.

Vou dizer a frase clichê, mas que é verdadeira, fazer o que?

Atacama, logo menos tô de volta!! =)

San Pedro de Atacama – Dia 6

Dia 6 – Gêiser + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Dia de madrugar: passeio para o Gêiser de el Tatio. Sim, estava com medo. Sim, segui as instruções de não jantar carne e/ ou nada pesado e nem tomar bebida alcoólica, além de não tomar café da manhã, fui só de chá de coca.

O desayuno é oferecido durante o passeio, entre um gêiser e outro. Nos gêisers, o tour passa por 2 lugares, o primeiro é o que tem vários, em que o sol vai parecendo devagarinho enquanto o guia explica o fenômeno.

Quando fui, estava 1 grau negativo. Ao contrário do que eu tinha lido, não foi taaaanto frio assim. Fui com meia calça grossa por baixo da calça jeans, camiseta de manga comprida, fleece e jaquetão grosso. Fora luvas e gorro.

_DSC0415 _DSC0490 Quando fomos para o segundo local, onde tem a piscina térmica (não entrei) e outros gêisers, eu já tinha tirado as luvas, touca e casacão…

Depois fizemos parada no povoado de Machuca, que é um vilarejo em que moram umas 3 famílias, vivem praticamente do turismo, já que os passeios param lá para que os visitantes comam espetinho de lhama (eu morri de dó, mas comi, afinal, quando terei outra oportunidade? Parece carne de vaca, com gosto mais fraco) ou empanadas de queijo, queijo de cabra e etc.; e claro, uma senhorinha com uma lhama que cobra para tirar foto… _DSC0544 _DSC0550 Este dia foi bem hardcore, depois de ter feito o passeio madrugador, no meio da tarde fui pro Valle de la Luna e Valle de la Muerte.

Sei que muita gente gosta mais do Salar de Tara, mas este foi imbatível, de longe o melhor, por diversos motivos: o guia Gustavo é demais! Simpático, divertido, gente buena, sabe muuuuito! No começo pensei que fosse ser furada, pois começamos pelo Vale de la Luna, que é onde geralmente os passeios terminam para ver o por do sol, mas o guia que é danado, fez um roteiro diferenciado, e foi meeeega melhor.

Passamos por lugares entre os cânions, vimos as 3 Marias (atualmente duas, pois no começo dos anos 2000, quando ainda não havia fiscalização no local, um turista subiu numa delas e a quebrou…), escutamos o som das rochas se dilatarem, entramos numa caverna e ouvimos Gustavo contar não só sobre os locais que visitamos, mas também sobre a cultura local. Passamos pelas Cuevas de Sal, e no final voltamos para o Valle de la Lunna ver um dos por do sol mais lindos que já vi na vida…

_DSC0594 _DSC0647 _DSC0704 _DSC0574 _DSC0765 Toda a paisagem vai mudando de cor conforme o sol vai sumindo no horizonte…

Se tivesse ficado mais tempo, certamente faria o passeio de novo.

Mara, mara, mara!!

San Pedro de Atacama – Dia 3

Dia 3 – Tour Arqueológico (manhã).

Fomos em um grupo pequeno.

Passamos por 3 lugares, o primeiro foi Pukará de Quitor, que tem uma subidinha danada, mas dá para fazer umas paradas nos “mirantes” e ficar apreciando o vale por onde corria um rio.

Foi um forte de pedras construído pelos atacameños no século XII contra a invasão Inca e colonizadores espanhóis. Foi reconstruído pela Universidade de Antofagasta.

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Como a descida é sempre pior, acabou com minhas coxas… rs

De lá fomos para Aldeia Tulor (10 km de Atacama). São construções também do povo local feitas de Adobe e que datam de 800 a.C. a 50 d.C.

Como diz Silvia, do Matraqueando, não crie muitas expectativas em relação a estes locais, não há muito o que se ver, mas possuem enorme importância histórica.

Quem quiser, pode ir para Pukará de Quitor saindo de Atacama à pé ou de bike, pois fica a 3km do centro, só acho complicado ir debaixo do sol, que é cruel demais! Eu não dou conta… =P

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Estes dois locais envolvem polêmicas, pois dependem de questões e interesses de preservação, e principalmente financeiros. Não estou por dentro do assunto, portanto coloco aqui o que me foi dito, que os lugares poderiam ser melhor explorados e desenvolvidos para o turismo, mas não existe interesse para tal, por isso há pouquíssimas coisas para se ver, a maioria está debaixo da areia. Da Aldeia Tulor, só 5% está à vista a partir de um mirante que foi construído…

Outro exemplo é a Laguna Cejar. Não fiz o passeio, pois desde 01/01/15, a taxa de entrada subiu de 2 mil para 32 mil pesos chilenos, ou seja, muito mais caro que o passeio em si! Os turistas têm preferido ir para outro local: Laguna Puritama (não fui).

O que eu ouvi falar é que é uma questão capitalista, parece que uma rede hoteleira comprou parte da lagoa para que seus hóspedes possam desfrutar do lugar, e aumentaram o preço da entrada para restringir o acesso do público em geral. A justificativa oficial é que é para preservar o ecossistema do local… Bom, para isso, era só controlar o número diário de visitantes, não? Enfim, achei muito caro e tirei da minha lista.

Voltando ao passeio, por último, fizemos uma parada numa ‘fazenda’ mantida por nativos > Ayllu de Coyo. Lá vimos algumas plantações, demos comida aos lhamas, e tomamos um café da manhã com comidinhas típicas. Ótimo!!

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